COMENTÁRIOS: El Secreto de Sus Ojos
26/04/2010 at 6:34 pm 2 comentários
Mais uma vez a participação especial do LEITE!!!
Desta vez resolvi escrever sobre o filme que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, o argentino “El Secreto de Sus Ojos”. Resolvi assistir esse filme porque ele “tinha cara de filme de Leite” como diria o Bolota, e assim teria mais chances de me agradar. E agradou. É realmente um filme de Leite.
O longa se passa em Buenos Aires e conta a história de Benjamin Esposito, um funcionário aposentado do tribunal de justiça que está escrevendo um livro sobre o caso mais marcante em sua carreira. Quando na ativa, 25 anos antes, Esposito foi chamado para auxiliar na investigação de um estupro de seguido de assassinato de uma jovem. Durante a investigação, olhando antigas fotos de família da vítima, o protagonista consegue facilmente identificar um suspeito. Seus colegas de trabalho ficam abismados de como ele consegue essa identificação. Pra Benjamin, é fácil: “Los ojos… hablan”.
Embora tenha sido fácil identificar um suspeito, encontrá-lo mostrou-se bem mais complicado. O filme então se desenrola intercalando flashbacks da investigação e cenas da busca do protagonista pelo fechamento de seu livro. O espectador conhece assim os personagens que participarão das buscas de Benjamin, dentre eles a linda Irene Hastings, chefe de Esposito na época do caso e seu colega leal e alcoólatra, Pablo Sandoval.
Um dos aspectos que eu gostei bastante do filme é a sua construção sobre diálogos marcantes entre os personagens em cenas close-up. Um resultado disso é que praticamente 80% do filme (hipérbole, gente) você tem metade da tela ocupada por uma nuca. De início isso pode parecer ruim, mas eu achei genial, pois o ponto de atenção que resta na tela são os olhos dos personagens. E como foram trabalhados esses olhos. Ficou nítido o cuidado em que se teve para destacá-los. Hora com uma luz de janela lateral iluminando os olhos e realçando a profundidade das expressões, hora com iluminação difusa e suave, associada aos close-ups da personagem Irene. Eu também acho (mas agora eu posso estar viajando bem mais que o usual) que a atmosfera do filme, cheia de tons marrons e beges não é meramente criada para gerar uma ambientação de passado, mas também serve de ponto de contraste dos olhos dos três personagens principais, todos claros.
Enquanto o filme ia passando e tudo isso ia acontecendo, eu ficava imaginando quais eram os olhos que escondiam o tal segredo do título do filme. E são muitos olhos. Não sabia se eram os olhos verdes do Pablo por trás dos óculos, que brilhavam enquanto ele explicava a Esposito o que faz um “tipo”; se eram os olhos fundos e lascivos (palavra da semana, hein) do suspeito que o entregam durante um interrogatório, ou se eram os olhos photoshopadamente azuis do protagonista. A única certeza era que não eram os olhos da Irene, porque estes, para serem mais sinceros só se fossem outdoors.
Bom, fica aí a minha recomendação deste filme que eu gostei MUITO, que é um prato cheio pra quem gosta de fotografia, roteiros bem escritos, atuações cabulosas (vide xilique do Mau no Cabine, completamente justificado). Puta filmaço.
Leite.
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1.
Marina | 26/04/2010 às 8:58 pm
Não vi o filme (ainda, já que fiquei com muita vontade de ver) mas acho que você nem viajou na sua avaliação das cores não, um filme de tons mais nude com certeza deve ter realçado os olhos dos personagens se eles são assim como você descreveu. Bem bacana as observações. Queria ter lido o comentário do filme quando tava de cama e atoa , podia ter alugado ele, vou ver se assito esse fds!
2.
lfomendes | 29/04/2010 às 4:29 pm
Quero ver esse filme, to so esperando a oprotunidade de ver com a Bel =D Ai comento denovo